Imovendo vs ERA, RE/MAX, Zome e Century21

 

Guia comparativo detalhado para vender casa em Portugal

Duas formas de vender casa que parecem iguais, mas não são.

Para quem está a preparar a venda de um imóvel, a escolha da imobiliária é muitas vezes tratada como um passo quase automático. Procura-se uma marca conhecida, fala-se com um consultor e avança-se. Mas essa decisão tem mais impacto do que parece.

A comparação entre a imovendo e redes como ERA, RE/MAX, Zome ou Century 21 é um bom exemplo disso. À superfície, todas operam no mesmo mercado e oferecem o mesmo tipo de serviço: mediação imobiliária. No entanto, quando se analisa com detalhe a forma como cada uma está estruturada, como cobra, como organiza o processo, como envolve o proprietário, percebe-se que não estamos apenas perante opções diferentes dentro do mesmo modelo, estamos perante modelos distintos de mediação imobiliária em Portugal.

Por um lado, temos as redes tradicionais — ERA, RE/MAX, Century 21 e Zome — que, apesar de diferenças internas, partilham uma lógica comum: estrutura baseada em consultores, forte componente comercial e comissão imobiliária baseada numa percentagem sobre o valor de venda.

Por outro, surge a imovendo com uma abordagem diferente: estrutura mais leve, processos mais diretos e um modelo de comissão fixa.

 

E é também onde começa a diferença de milhares de euros no resultado final da venda.

 

Como funciona a Imovendo: um modelo simplificado com preço fixo

A imovendo assenta num princípio simples: o custo da mediação imobiliária não tem de depender do valor do imóvel. Na prática, isso traduz-se num modelo de preço fixo: 5.000€ (IVA incluído), independentemente do preço de venda do imóvel.

Este ponto altera de forma imediata a lógica da decisão do proprietário. Em vez de trabalhar com uma percentagem que só se concretiza no final da venda — e que cresce com o valor do imóvel — trabalha com um valor definido à partida. Na prática, isso significa que o serviço deixa de estar “preso” ao modelo de comissão e passa a estar mais alinhado com o objetivo do proprietário: vender bem, com o menor custo possível. Para quem pesquisa quanto custa vender casa em Portugal, esta diferença é determinante.

Para o proprietário, isto traduz-se em três consequências práticas:

  1. maior previsibilidade de custos, porque o valor é conhecido desde o início
  2. maior facilidade de comparação com outras opções, já que não depende de estimativas
  3. menor penalização financeira em imóveis de valor mais elevado

Por exemplo:
👉 Num imóvel de 300.000€, a diferença para uma comissão tradicional pode ultrapassar os 13.000€
👉 Num imóvel de 500.000€, essa diferença pode ultrapassar os 25.000€

 

Este modelo tende a fazer mais sentido para quem olha para a venda de casa como uma decisão económica que deve ser otimizada, e não apenas como um processo a delegar.

 

Como funcionam ERA, RE/MAX, Zome e Century 21: mediação tradicional baseada em comissão

As redes ERA, RE/MAX, Zome e Century21 operam, com variações, dentro do mesmo enquadramento estrutural: mediação imobiliária tradicional baseada em comissão. Apesar de diferenças na cultura interna, organização ou posicionamento de marca, o funcionamento base tende a ser semelhante.

Estas redes operam através de:

 

Na prática, o processo tende a seguir um padrão relativamente consistente:

  1. O imóvel é angariado por um consultor
  2. O imóvel é promovido em portais e redes internas
  3. São realizadas visitas com potenciais compradores
  4. O consultor conduz a negociação
  5. O processo segue até à escritura

A remuneração é feita através de uma comissão imobiliária em Portugal, geralmente na ordem dos: 5% + IVA

Importa sublinhar que este valor pode variar consoante a agência específica, o tipo de contrato (exclusividade ou não), o tipo de imóvel e a negociação com o proprietário.

 

Embora existam diferenças entre marcas:

 

👉 O modelo de custo é essencialmente o mesmo. E é esse ponto — e não a marca — que mais impacto tem no resultado financeiro da venda.

 

Century21

A Century 21 é uma rede imobiliária global com forte presença em Portugal, destacando-se sobretudo pela notoriedade da marca e pela sua capacidade de comunicação. Com origem nos Estados Unidos, a Century 21 construiu uma imagem muito associada à confiança e ao reconhecimento internacional, sendo frequentemente uma das primeiras referências para quem procura vender casa com apoio de uma grande rede.

O seu modelo de funcionamento assenta numa estrutura de agências e consultores, com foco na promoção ativa dos imóveis e na captação de compradores através de múltiplos canais, incluindo marketing digital e redes internas. A marca tende a investir bastante em visibilidade e posicionamento, o que pode traduzir-se numa boa exposição dos imóveis no mercado. Ainda assim, tal como noutras redes, a experiência do proprietário depende em grande medida do consultor responsável pelo processo.

Relativamente aos custos, a Century 21 segue o modelo tradicional de comissão imobiliária em Portugal, normalmente situada em torno dos 5% + IVA sobre o valor de venda. Este modelo implica que o valor a pagar aumente à medida que o preço do imóvel sobe, o que pode ter um impacto relevante no resultado final da venda, sobretudo quando comparado com soluções de custo fixo.

ERA

A ERA é uma das redes imobiliárias com maior tradição em Portugal, integrando um grupo internacional com presença em vários mercados. No contexto nacional, posiciona-se como uma marca mais clássica dentro da mediação imobiliária, com uma estrutura assente em agências físicas e equipas comerciais relativamente estáveis. É frequentemente associada a um modelo mais conservador e estruturado, com processos bem definidos ao longo de toda a venda.

O funcionamento da ERA baseia-se na atuação de consultores imobiliários que acompanham o proprietário desde a angariação até à conclusão do negócio. A abordagem tende a valorizar o acompanhamento próximo e a relação de confiança, sendo comum uma maior formalização dos processos e uma presença física relevante através das suas agências. Esta estrutura pode transmitir maior segurança a alguns proprietários, embora também dependa, como nas restantes redes, do desempenho e experiência do consultor responsável.

Em termos de custo, a ERA segue o modelo tradicional de comissão imobiliária, geralmente na ordem dos 5% + IVA sobre o valor de venda. À semelhança de outras redes tradicionais, este modelo implica que o custo da mediação aumente proporcionalmente ao valor do imóvel, o que pode representar um encargo significativo para o proprietário, sobretudo em vendas de valor mais elevado.

RE/MAX

A RE/MAX é uma das redes imobiliárias mais reconhecidas a nível global e tem uma presença muito consolidada em Portugal. Opera através de um modelo de franchising, com agências independentes e uma forte rede de consultores, o que lhe permite ter uma elevada capacidade de angariação e promoção de imóveis. Na prática, é uma marca muito associada a dinamismo comercial, grande volume de transações e forte partilha de negócios entre consultores.

O funcionamento da RE/MAX assenta sobretudo no desempenho individual dos consultores, que gerem a relação com o proprietário, a promoção do imóvel e a negociação com compradores. Este modelo tende a traduzir-se numa abordagem bastante ativa ao mercado, com forte exposição dos imóveis e acesso a uma rede alargada de potenciais interessados, incluindo compradores internacionais. No entanto, essa estrutura também pode implicar alguma variabilidade na experiência do cliente, uma vez que o serviço depende diretamente do consultor em concreto.

Em termos de custo, a RE/MAX segue o modelo tradicional de comissão imobiliária, normalmente na ordem dos 5% + IVA sobre o valor de venda. Tal como nas restantes redes tradicionais, este fator tem um impacto direto no resultado final da venda, sobretudo em imóveis de valor mais elevado, onde a comissão pode atingir valores bastante significativos.

Zome

A Zome é uma rede imobiliária mais recente no mercado português, que se diferencia sobretudo pela aposta forte em tecnologia, processos digitais e organização em equipa. Em vez de depender exclusivamente do modelo tradicional de agência e consultor individual, a Zome promove uma abordagem mais colaborativa, onde diferentes elementos podem intervir no processo de venda, com apoio de ferramentas digitais e sistemas internos próprios.

Na prática, o seu modelo combina a mediação imobiliária tradicional com uma componente mais tecnológica e estruturada, procurando tornar o processo mais rápido e eficiente. A marca posiciona-se frequentemente como uma alternativa mais moderna dentro das redes tradicionais, com foco na experiência do cliente e na otimização dos processos de promoção e gestão de imóveis. Ainda assim, mantém uma lógica muito assente na atividade comercial dos consultores e na captação ativa de compradores.

Em termos de custo, a Zome segue o modelo de comissão percentual, normalmente na ordem dos 5% + IVA, embora este valor possa variar consoante o imóvel, a zona e o tipo de acordo estabelecido. Tal como nas restantes redes tradicionais, o custo final da mediação está diretamente ligado ao valor de venda do imóvel, o que significa que, quanto maior o preço de venda, maior será o valor pago em comissão.

 

A principal diferença está na forma como cobram e isso muda tudo

Existem várias formas de comparar imobiliárias, mas há uma diferença que condiciona todas as outras: o modelo de custo. Nas redes tradicionais, o custo da mediação está diretamente ligado ao valor de venda do imóvel. Já na Imovendo, esse custo é fixo.

Num modelo percentual, o custo cresce automaticamente com o valor do ativo. Isto significa que o proprietário paga mais à medida que o imóvel vale mais, independentemente do esforço necessário para vender ser proporcional a esse aumento.

Num modelo fixo, o custo mantém-se constante. Deixa de existir uma relação direta entre o preço do imóvel e o custo do serviço, o que torna a decisão mais previsível e racional do ponto de vista financeiro.

Isto levanta uma questão essencial para quem está a vender casa e a comparar comissões imobiliárias em Portugal: faz sentido pagar mais milhares de euros pelo mesmo tipo de serviço apenas porque o imóvel tem um valor mais elevado?

Responder a esta pergunta implica olhar para o impacto real do modelo de comissão e para os incentivos que esse modelo cria.

 

 

Comparação de custos: quanto pode realmente pagar em cada modelo

 

Exemplos reais de vendas com poupança em comissões

Para perceber o impacto real do modelo de comissão, faz sentido olhar para casos concretos. Abaixo estão alguns exemplos de vendas acompanhadas pela Imovendo em diferentes zonas do país, com comparação direta face ao modelo tradicional:

 

Localização

 Tipologia 

 Valor do imóvel 

 Comissão 5% 

 Comissão imovendo 

Poupança

 Tempo de venda 

Lisboa (Alvalade)

T1

320.000 €

19.680 €

5.000 €

14.680 € (−74%)

21 dias

Porto (Paranhos)

T2

250.000 €

15.375 €

5.000 €

10.375 € (−67%)

32 dias

Braga

Moradia T4

400.000 €

24.600 €

5.000 €

19.600 € (−80%)

50 dias

Cascais

T3

500.000 €

30.750 €

5.000 €

25.750 € (−84%)

34 dias

Oeiras

T2

350.000 €

21.525 €

5.000 €

16.525 € (−77%)

27 dias

Coimbra

Moradia T4

450.000 €

27.675 €

5.000 €

22.675 € (−82%)

60 dias

Faro

T2

300.000 €

18.450 €

5.000 €

13.450 € (−73%)

44 dias

 

Imovendo ou imobiliária tradicional: qual faz mais sentido para si?

A escolha depende do que valoriza mais.

As redes tradicionais podem fazer mais sentido para quem prefere um modelo clássico de mediação, valoriza o acompanhamento presencial e quer delegar completamente a venda. Para muitos proprietários, a relação com um consultor e delegar a negociação são fatores importantes e que contribuem para uma maior sensação de segurança.

Por outro lado, a imovendo pode fazer mais sentido para quem procura reduzir custos de forma significativa, valoriza a previsibilidade e prefere um modelo mais transparente. Importa sublinhar que este modelo não implica abdicar do acompanhamento: a imovendo assegura o apoio ao longo de todo o processo de venda, desde a colocação do imóvel no mercado até à escritura. A diferença está na forma como o serviço é estruturado e no custo associado, não na ausência de suporte.

Também tende a ser uma escolha mais racional para quem quer evitar que o custo da mediação aumente automaticamente com o valor do imóvel.

Há, no entanto, um ponto que deve ser considerado com clareza: quanto maior o valor do imóvel, maior é o impacto desta decisão.

 

Conclusão: a diferença não está na marca, está no modelo.

ERA, RE/MAX, Zome e Century 21 são marcas diferentes, com formas distintas de operar e posicionamentos próprios no mercado. No entanto, partilham a mesma base estrutural: um modelo de mediação assente numa comissão percentual sobre o valor de venda do imóvel.

A imovendo rompe com essa lógica ao introduzir um modelo de valor fixo. Essa diferença não significa a ausência de serviço ou de acompanhamento, significa sim, uma forma diferente de olhar para a mediação imobiliária em Portugal, mantendo o apoio ao longo de todo o processo, mas sem ligar o custo ao valor do imóvel. E é precisamente essa diferença que mais impacto tem.

No final, a decisão não deve ser tomada com base em notoriedade, hábito ou reconhecimento de marca, mas sim com base em critérios objetivos: o custo real da mediação, a forma como o serviço é estruturado e o impacto financeiro da escolha.

Porque, na prática, a diferença entre modelos pode traduzir-se em dezenas de milhares de euros e, para a maioria dos proprietários, isso não é um detalhe, porque o principal objetivo aquando da venda de um imóvel é receber o máximo possível.

 

 

 

Perguntas frequentes sobre imobiliárias em Portugal

 

Qual é a comissão imobiliária em Portugal?
A comissão imobiliária em Portugal situa-se, na maioria dos casos, entre 5% e 6% do valor de venda do imóvel, acrescida de IVA (23%). Isto significa que, na prática, o custo total pode atingir cerca de 6,15% do valor final da venda. Importa ter em conta que este valor pode variar consoante a agência, o tipo de contrato (por exemplo, exclusividade) e a negociação com o proprietário.

 

Quanto custa vender casa com imobiliária em Portugal?
O custo depende diretamente do modelo utilizado. Num modelo tradicional baseado em percentagem, o valor pode variar entre vários milhares e dezenas de milhares de euros, dependendo do preço do imóvel.
Por exemplo, num imóvel de 300.000€, a comissão pode rondar os 18.000€, enquanto num imóvel de 500.000€ pode ultrapassar os 30.000€. É por isso que esta é uma das decisões com maior impacto financeiro em todo o processo de venda.

 

Quanto custa a Imovendo?
Na imovendo, o custo é 5.000€ (IVA incluído), independentemente do valor do imóvel. Este modelo permite saber, desde o início, quanto vai pagar pela mediação, eliminando incertezas e evitando que o custo aumente com o preço de venda. O serviço inclui acompanhamento ao longo de todo o processo, desde a colocação do imóvel no mercado até à escritura.

 

Qual é a principal diferença entre as imobiliárias?
A principal diferença está no modelo de cobrança. As imobiliárias tradicionais utilizam uma comissão variável, que cresce com o valor do imóvel. A Imovendo utiliza uma comissão fixa, que se mantém igual independentemente do preço de venda.
Esta diferença altera completamente o impacto financeiro da decisão, sobretudo em imóveis de valor médio ou elevado.

 

Qual é a imobiliária mais barata para vender casa?
Depende do valor do imóvel, mas na maioria dos casos o modelo de preço fixo torna-se mais económico para imóveis à venda a partir de 100.000 €. Por isso, para quem procura reduzir custos e maximizar o valor final da venda, o modelo fixo tende a ser a opção mais eficiente.

 

 

Caso deseje mais informações sobre o imovendo, solicite uma chamada por parte da nossa equipa. Liguem-me de volta
Tópicos relacionados com imovendo